Como é que era mesmo?
Mais ou menos assim. Noite fria. Ele estava arrogante. Ela, bonita. Sorrisos dispersos, olhares difusos. Evitavam estar ali, pareciam tentar de uma maneira cruel e insana transportar-se para bem longe, longe um do outro. Era evidente. Isso no caso dele. No dela, era diferente. Foi ele quem começou. -Olha, eu não quero magoá-la ainda mais... Frio e calculista. Ela observou irritada. Qual era a daquele jogo todo? Ele parecia ter pressa, parecia querer distância. Depois de tudo... -Se tem uma coisa que eu não sou, é oferecida. Você não precisa ficar assustado. - Ela interrompeu. Posso ser bem jovem ainda, mas eu bebo, fumo e não sou mais virgem. Se isso vai contra os seus princípios, ou se não é bom o suficiente para você, já não é mais problema meu. Deu-lhe as costas e desatou a subir a rua escura e deserta. Se ele realmente quisesse, viria atrás dela. Ela não podia mais esperar. Por dentro, ardia. Foi o único. O único que ela desejou ardilosamente que a seguisse, que f...