Pequeno pensamento sobre as raízes (ou a falta delas).
Uma vez algu é m a quem amei muito me disse que eu parecia n ã o ter ra í z alguma. Pensei por muito tempo que que isso me definisse. N ã o crio ra í zes... Transito num espa ç o tempo complexo e independente, vazio, imprevis í vel, quase surreal. Nunca num lugar s ó . Isso sempre soou triste e abstrato, confuso, meio paradoxal... Até o dia em que resolvi assumir para mim mesma: eu gosto mesmo é de viajar. Estar por a í no mundo sem hora pra voltar pra casa, desbravando chuva, sol ou tempestade. Dia ou noite, s ó n ã o gosto de perder tempo. O meu lance é nunca ficar parada. Se eu paro, morro aos poucos. É como se o ato de criar ra í zes num ú nico lugar sorvesse algo de minha ess ê ncia, de minha alma. Parece po é tico e rom â ntico teorizar sobre isso, uma vis ã o narcisista de meu estado eterno de n ã o pertencimento, de cidad ã do mundo... Mas no fundo, é uma forma bastante polêmica de pensar a vida. Somos condicionados a criar v í nculos, construir cois...