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Mostrando postagens de outubro, 2008

Alô, alô

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...testando: tem alguém aí? Puxa vida, já fazia um bom tempo que eu não me dava ao luxo de postar alguma coisa aqui. O fato é que as coisas andavam realmente bagunçadas (literalmente também). A última semana foi, sem dúvida, muito esbanjadora, uma vez que não trabalhei (santíssima semana do saco cheio) e logo no início eu era uma pessoa cheia de planos e programas para realizar até o fim dela, ou seja, até hoje. No plano geral, conservo ainda o mesmo bom humor e empolgação, porém os planos e programas foram para o espaço e deixaram uma dúvida nada plena: o que é que está acontecendo com as horas do nosso dia? Sempre acreditei no fato de que o tempo deve ser algo psicológico (assim como dinheiro, já percebeu?) agora estou começando a acreditar que é na verdade, uma espécie de coelho branco com colete e relógio que não anda e sim salta apressado por aí nos deixando na mão (assim como dinheiro, já percebeu?)² Sinceramente, sim eu sei que tudo se trata de uma questão de manter ORGANÍ-ZADO,...

Dolor interior

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Angústia, crime, volúpia, paixão contida, desejo inflamável, tudo, nada, tudo outra vez e o vácuo. Uma tristeza repentina que promete domínio, loucura, promete ser eterna, tão eterna quanto um minuto pode ser. Palavras ao vento e sonhos despedaçados. Solidão. Ela olhou para o lado e ele não estava ali, e nem chegaria tampouco. Clara suspirou, observou ao redor e constatou que toda a vastidão do mundo se anulara por completo para seus olhos. Num instante ela tinha em seu campo de visão muito mais do que todo o ar que preenchia seus pulmões, ela o tinha fisgado ali, totalmente com ela. Seria isso verdade? No outro instante, ele ia para longe, afastava-se fisicamente do seu alcance e ficava cada vez mais aprisionado em sua mente. Clara amava uma imagem, essa imagem era clara. Clara, e não Clara. Tratava-se de uma utopia redundante e exagerada, apenas mais um ideal alimentado por suas fantasias de menina, já não tinha retorno e nem idade. Rendera-se ao ponto de crer que qualquer cor ou tom...

Banal(idade)

Sabe quando você assim de repente tem vontade de ser outra pessoa? Você deseja ser o homem bem vestido que viu na fila do banco, chegar em casa e combinar com os filhos de ir ao cinema no próximo domingo. Ou então a atendente da loja da esquina que vai passar o final de semana na praia junto com as irmãs. Quem sabe até um cara qualquer que anda de moto o dia todo pela cidade fazendo entregas ou buscando coisas. Não importa. Você simplesmente gostaria de viver como aquela pessoa por alguns instantes. Só isso. Não, não é culpa sua. Não é falta de interesse em sua própria vida, ou mesmo qualquer fuga referente a um problema ou obrigação pendentes, é um ato para simplesmente abandonar a rotina por um momento. A maioria das pessoas sempre parece ser tão decidida naquilo que faz ou que vai fazer. Parece saber exatamente o que quer ou para onde vai, sem nunca hesitar. Eu sou uma hesitação ambulante. E ainda por cima, gosto disso. Por mais que o ritmo do mundo seja diferente do meu, não está e...