Alô, alô

...testando: tem alguém aí?

Puxa vida, já fazia um bom tempo que eu não me dava ao luxo de postar alguma coisa aqui.
O fato é que as coisas andavam realmente bagunçadas (literalmente também).
A última semana foi, sem dúvida, muito esbanjadora, uma vez que não trabalhei (santíssima semana do saco cheio) e logo no início eu era uma pessoa cheia de planos e programas para realizar até o fim dela, ou seja, até hoje.
No plano geral, conservo ainda o mesmo bom humor e empolgação, porém os planos e programas foram para o espaço e deixaram uma dúvida nada plena: o que é que está acontecendo com as horas do nosso dia?
Sempre acreditei no fato de que o tempo deve ser algo psicológico (assim como dinheiro, já percebeu?) agora estou começando a acreditar que é na verdade, uma espécie de coelho branco com colete e relógio que não anda e sim salta apressado por aí nos deixando na mão (assim como dinheiro, já percebeu?)²
Sinceramente, sim eu sei que tudo se trata de uma questão de manter ORGANÍ-ZADO, e sei também que não disponho muito bem dessa tal ORGANÍ-ZAÇÃO como gostaria e/ou deveria, mas, pomba! Assim não dá.
Em resumo, a maioria daquilo que eu havia previamente planejado não funcionou por falta e ao mesmo tempo excesso de tempo livre (padadoxal, eu diria).

Consegui, pelo menos, terminar com louvor a maquete cenográfica que precisa ser entregue na aula de sábado (amanhã, aliás) e também o figurino, igualmente solicitado para amanhã.
Só.
Ok, estou menosprezando a mim mesma não levando em consideração que a maquete conseguiu tomar basicamente todas as horas dos últimos sete dias em que eu estava (parcialmente) livre, exceto talvez o tempo em que eu estava dormindo, comendo e assistindo algo como Jumanji e/ou outra coisa assim tão bacana que consome as tardes nos canais da televisão à cabo que nós nunca teremos disponibilidade para descobrir. Também tenho lá minha gigante parcela de culpa nisso tudo porque, vivo 'inventando moda', como diria minha avó (e eu adoro esse termo) e idealizando realizar muito mais daquilo que está ao meu alcance no exato momento. Tudo bem.

Antigamente, o fator 'folga' era sinônimo de longas horas de aproveitamento do ambiente e das pessoas ao redor, onde sobrava espaço até para se dar ao luxo de sentir tédio ou então de 'não ter nada para fazer' e atualmente é mais uma coisa assim meio 'utopia' ou qualquer outra palavra engraçada que existe por aí, como por exemplo 'fronha' ou 'bisnaguinha'.
Taí, fronha e bisnaguinha são duas palavras que eu sempre achei engraçadas de serem ditas... Na verdade, adoro ouvir as pessoas dizerem-nas. Assim como adoro ouvir as pessoas falarem sobre aqueles potinhos Tupperware. A pronúncia nunca é a mesma.
Outras coisas devidamente engraçadas são tombos. E peidos. Todo mundo tem uma puta insegurança em peidar e ser incriminado por isso, o que torna o peido algo assim proíbido e secreto, uma vez que é só parte da fisiologia humana.
Talvez o fato do tempo estar assim tão apressado tenha alguma ligação com as folgas, as grandes utopias, todas as fronhas e bisnaguinhas e mesmo os potinhos Tupperware.
Quem sabe até com os tombos e os peidos do mundo.

Vá saber.

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