Pequeno pensamento sobre as raízes (ou a falta delas).
Uma vez alguém a quem amei
muito me disse que eu parecia não ter raíz alguma.
Pensei por muito tempo que que isso me definisse.
Não crio raízes... Transito
num espaço tempo complexo e independente, vazio, imprevisível, quase surreal. Nunca num lugar só.
Isso sempre soou triste e abstrato, confuso, meio paradoxal... Até o dia em que resolvi assumir para mim mesma: eu gosto mesmo é de viajar.
Estar por aí no mundo sem
hora pra voltar pra casa, desbravando chuva, sol ou tempestade. Dia ou noite, só não gosto de
perder tempo.
O meu lance é nunca ficar
parada. Se eu paro, morro aos poucos.
É como se o ato
de criar raízes num único lugar sorvesse algo de minha essência, de minha alma. Parece poético e romântico teorizar
sobre isso, uma visão narcisista de
meu estado eterno de não
pertencimento, de cidadã do mundo...
Mas no fundo, é uma forma
bastante polêmica de pensar a vida.
Somos condicionados a criar vínculos,
construir coisas, viver por uma carreira, batalhar por um sonho, formar uma família, nos firmar numa posição imutável e pré-formulada que somos obrigados a desejar sem nos
questionarmos realmente se essa é a vida que
desejamos ter.
Essa minha dificuldade de me adaptar ao padrão social que rege a tudo e a todos me afastou de
muitas coisas e fez muita gente virar as costas para mim.
A ideia de um ser sem raízes faz com que
as pessoas pensem que gente como eu não é capaz de desenvolver sentimentos verdadeiros.
Bobagem.
Gosto de visualizar uma estrada desconhecida, um horizonte infinito, uma
caminhada eterna e basicamente solitária, pois sei
que aqueles que amo, por mais que a recíproca seja
intensamente verdadeira, muitas vezes não estarão disponíveis a me
acompanhar. E não deveriam.
Essa é uma jornada que sempre trilharei sozinha, afinal, não se pode obrigar alguém a optar pela mesma escolha que você. Ninguém deveria ser aquilo que não é.
Assim eu sigo.
Assim eu sigo.
Confiando no acaso e na bondade de amigos, acreditando na troca, nas
relações humanas, nos desafios e no conhecimento. Meu desejo
seria o de conhecer a tudo e a todos, mas nunca, nunca terminar a busca. A
busca é o que me motiva a continuar existindo.
O que o mundo não sabe sobre
pessoas como eu, é que a aventura
de estar tantas vezes em lugares e situações diferentes,
me equilibrando nos perrengues e me abrindo para cada nova experiência que surge, só tem o
verdadeiro valor porque em alguma parte dentro de mim existe a certeza de que
em algum lugar existe um lar para onde voltar. Sempre haverá um lar.
E esse lar está em toda parte.
Está na risada da minha mãe, nos resmungos do meu pai, no abraço de meu irmão, na alegria
de estar com um bom amigo, no cheiro de comida na casa da minha avó, nos olhos daquele que possui meu coração.
Esse lar eu carrego dentro de mim e aonde quer que eu esteja, seja qual
for o destino que eu escolher trilhar, em algum momento eu volto para ele,
mesmo que seja só em pensamento.
O meu lar está fixado na
minha história, em tudo o que vivi e carrego com segurança e zelo. É ali que criei
as raízes. É ali que me
estabeleci como pessoa.
Nunca no passado como lugar comum e imutável, mas naquilo que ficou em mim e me tornou quem sou. Naqueles que me completam.
Saudade é meu sobrenome.
Nunca no passado como lugar comum e imutável, mas naquilo que ficou em mim e me tornou quem sou. Naqueles que me completam.
Saudade é meu sobrenome.
Nesse meio tempo, nas idas e vindas da louca performance que transformei
em vida, finalmente descobri que não preciso me
preocupar, e que esse comentário, que no passado me gerou tanto conflito e questionamento, já não é mais válido, coerente e tão pouco real:
Crio e criarei raízes o tempo
todo, cada dia mais.
A diferença é que minhas raízes, eu levo
comigo. Não importa onde eu esteja, elas vem na bagagem.
E é só por isso que
nunca, nunca, nunca me sentirei sozinha.
Comentários
Is the meaning of the preposition "for" difficult to understand? No, it is not. The preposition "for" is always forward looking. The purpose, action, and results of "for" always follow, they never look back.
Example: Acts 2:38 Then Peter said to them, "Repent, and let every one of you be baptized in the name of Jesus Christ for the remission of sins, and you shall receive the gift of the Holy Spirit. (NKJV)
They were told to repent and be baptized "for" the remission of sins and they would also receive the gift of the Holy Spirit.
"For" does not mean repent because your sins have already been forgiven. Remission of sins follows repentance.
"For" does not mean be baptized because your sins have already been forgiven. Remission of sins follows baptism
"For" does not mean you have already received the gift of the Holy Spirit. The gift of the Holy Spirit follows repentance and baptism "for" the remission of sins.
If you take an aspirin "for" a headache it does not mean that you take an aspirin because your headache has already been cured. A cured headache follows taking the aspirin "for" a headache.
If you are punished "for" a crime you committed, you are not punished before you committed the crime. Punished "for" follows the committed crime.
If you have heart surgery "for" a defective heart, your heart is not repaired before you have surgery. The heart repair follows surgery "for" a defective heart.
The meaning of "for" in Acts 2:38 is not a mystery. It means in order to receive remission of sins and receive the gift of the Holy Spirit you must repent and be immersed in water.
It takes a professional deceiver and a willing student to believe that "for" in Acts 2:38 actually means "because of".
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