O sentido da vida
Eu (extremamente empolgada) "Mãe! Eu comi o cabinho preto da banana..."
Minha mãe (desviando a atenção do jornal que estava lendo) "Que cabinho preto?"
Eu (ainda empolgada): "Aquele cabinho do final da banana que todo mundo corta fora."
Minha mãe (com desdém): "E que é que tem?"
Eu (começando a desanimar): "Pode?"
Minha mãe (indiferente): "Pode, ué."
Eu (desafiando): "Mas então, porque é que ninguém come?"
Minha mãe (depois de muito pensar): "Sei lá, porque é tonto."
Eu (frustrada): "Ah..."
Minha mãe: "..."
Aquilo tudo ficou na minha cabeça, como uma dúvida existêncial:
Ela se referiu ao cabinho preto, à comer o cabinho, à retirar o cabinho, à não poder comer a banana com o cabinho, à todo mundo que retira o cabinho ou o quê?
Só agora eu entendi.
É tonto.
Comentários
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O cabinho preto é praticamente imperceptível ao paladar.
Tem uma textura mais firme que o resto da banana em si, obviamente, mas não há um gosto específico que o defina.
Por isso mesmo que eu o comi por engano.