Conciliações
Conclusão da tragédia aquática:
O terror durou mais cerca de duas horas, quando a água finalmente baixou e eu pude me esbaldar com o rodo e tudo o mais.
A rua já estava vazia d'agua mas eram tantos carros que parecia quase a mesma coisa, pelo menos a angústia o foi.
Encontrei dois amigos perdidos pelo turbilhão e juntos, rumamos para o outro lado da cidade em busca de abrigo e descanso.
Tenho de admitir que foi um bocado engraçado. Todo mundo parecia estar fugindo de algo ou coisa que o valha. O melhor de tudo é que a aparência real das pessoas era a de quem fugia, assim como a minha: cabelos bagunçados, roupas encharcadas, sujeira até o pescoço, sapatos parecendo verdadeiras esponjas, relógios estragados e uma tentativa desenfreada de salvar os pertences mais valiosos, menos impermeáveis e devidamente eletrônicos em qualquer esconderijo possível, fosse em mochilas, malas, bolsos, decotes e aquela coisa toda.
Ao mesmo tempo que todo mundo estava estressado com o trânsito, as ruas e a hora que conseguiriam voltar para casa, ninguém notou como é que as avenidas estavam bonitas com todos aqueles carros acesos e como as pessoas, de uma hora para outra tornaram-se solicitas e amáveis.
Tenho certeza que ninguém ficou sem receber uma ligação/questionamento à respeito da tragetória. Qualquer um que esteve fora de casa na hora da chuva tinha também alguém preocupado com sua jornada.
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Nesse mesmo dia, em 1956, Norma Jeane Baker tornou-se legalmente, Marilyn Monroe.
Apesar de Norma Jeane já ser conhecida como Marilyn desde 1946, quando assinou seu primeiro contrato com os estúdios da 20th Century Fox, foi apenas em 23 de fevereiro de 1956 que ela oficializou a mudança do nome.
52 anos depois faz parecer digno alguém lembrar disso, não?
O terror durou mais cerca de duas horas, quando a água finalmente baixou e eu pude me esbaldar com o rodo e tudo o mais.
A rua já estava vazia d'agua mas eram tantos carros que parecia quase a mesma coisa, pelo menos a angústia o foi.
Encontrei dois amigos perdidos pelo turbilhão e juntos, rumamos para o outro lado da cidade em busca de abrigo e descanso.
Tenho de admitir que foi um bocado engraçado. Todo mundo parecia estar fugindo de algo ou coisa que o valha. O melhor de tudo é que a aparência real das pessoas era a de quem fugia, assim como a minha: cabelos bagunçados, roupas encharcadas, sujeira até o pescoço, sapatos parecendo verdadeiras esponjas, relógios estragados e uma tentativa desenfreada de salvar os pertences mais valiosos, menos impermeáveis e devidamente eletrônicos em qualquer esconderijo possível, fosse em mochilas, malas, bolsos, decotes e aquela coisa toda.
Ao mesmo tempo que todo mundo estava estressado com o trânsito, as ruas e a hora que conseguiriam voltar para casa, ninguém notou como é que as avenidas estavam bonitas com todos aqueles carros acesos e como as pessoas, de uma hora para outra tornaram-se solicitas e amáveis.
Tenho certeza que ninguém ficou sem receber uma ligação/questionamento à respeito da tragetória. Qualquer um que esteve fora de casa na hora da chuva tinha também alguém preocupado com sua jornada.
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Nesse mesmo dia, em 1956, Norma Jeane Baker tornou-se legalmente, Marilyn Monroe.
Apesar de Norma Jeane já ser conhecida como Marilyn desde 1946, quando assinou seu primeiro contrato com os estúdios da 20th Century Fox, foi apenas em 23 de fevereiro de 1956 que ela oficializou a mudança do nome.
52 anos depois faz parecer digno alguém lembrar disso, não?
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