Do you wanna revolution?
Engraçado como as pessoas têm a palavra 'doido' ou 'maluco' como uma denominação pejorativa e até agressiva ou humilhante em algumas de suas aplicações.
Às vezes fico pensando se essas pessoas, seja quem for esse coletivo anônimo e inigualável, conhecem o verdadeiro sentido dessas reais palavras.
Não sei, há alguns anos eu não tenho tido mais sangue ou mesmo determinação para ser mais uma difusora de idéias incompráveis, uma inimiga do 'sistema' que se diz qualificada para apresentar às pessoas as 'verdades' que o mundo esconde.
Não tenho qualquer vocação para tornar-me uma vegetariana convicta ou aquela coisa vegan (com todo o respeito aos adeptos desse 'estilo') simplesmente porque sou bacana e quero um mundo mais justo e bonito que respeita todos os seres existentes a começar pelos animais e a natureza.
Também não estou disposta a comprar a briga do Greenpeace e ir pichar plataformas petroliferas ou fazer denuncias em monumentos internacionalmente viáveis para que não matem as baleias ou não destruam a Amazônia. Desculpe, mas eu não vou.
Não vou vestir uma camiseta com uma foto ou um slogan contra o câncer, a AIDS, pedindo justiça por alguma criança que foi assassinada cruelmente ou então alguma campanha global a favor da paz.
Não vou ficar a luz de velas no dia tal, ou simplesmente andar de bicicleta ao invés de carro ou ônibus em determinada data em prol de um mundo mais sustentável. Sinceramente, não vou.
Cansei de revoluções falhas, cansei-me de ideologias banais.
Não desconsidero o esforço de nenhuma pessoa engajada em todas as falcatruas acima descrita, absolutamente: admiro com louvor, agradeço e peço para que sempre haja alguém com essa gana de estar engajado. Eu não estou, definitivamente não estou.
Acredito que, para quem quer uma revolução, dois passos iniciais são mente e consciência, a começar pelas suas escolhas e por aquilo que você denomina você mesmo, não só aos olhos do mundo mas aos seus próprios olhos.
Já passou da hora das pessoas aprenderem que existe uma diferença muito tênue entre contos de fada e mundo real, mas de toda forma existe.
Não estou pregando a desesperança ou o niilismo, pelo amor de deus! Perdoe a falta de tato, mas estou apenas propondo um realismo que não tem nenhuma ligação com um tapa na cara de verdade.
O que quero dizer é que... Deus! Já passamos da era onde assistíamos Laranja Mecânica e tudo aquilo tornava-se uma divagação profunda e intelectual sobre a vida que levamos atualmente.
Não desmereço nada disso sobre o que discurso, apenas peço um pouco de subvenção se não é pedir muito!
Livrem-se dos excessos, abstenham-se das necessidades sociais dos padrões que a vida impõe e tudo será tão menos complicado.
As pessoas pecam, o mundo peca unicamente por não levar as coisas na esportiva, de uma forma mais simples e compacta.
Também não estou pregando o desapego material e nem uma fraternidade religiosa onde todos devemos andar descalços, abraçar as arvores e nos alimentarmos de luz do sol. Estou propondo uma simplificação de problemas e a não-utilização das palavras 'doido', 'maluco' e derivados no sentido pejorativo sem prévio conhecimento dessas morfologias.
Quando é que vamos realmente acordar e perceber que não são necessários livros de auto-ajuda ou terapias? Quando vamos parar de criar níveis mais altos daqueles que podemos alcançar no nosso universo real? Quando vamos entender que o sofrimento é totalmente opcional no limiar da nossa existencia?
As pessoas sentem necessidade de estarem incluídas em algo, incluídas em grupos que não necessariamente estão dispostos a acolhê-las, mas ainda assim elas insistem.
É hora de conceber e maturizar a idéia de que não vamos conseguir ser mais magros, mais bonitos, mais ricos ou mais bem sucedidos do que podemos ser hoje, principalmente dentro de nós, assim como não somos capazes de conquistar tudo aquilo que almejamos de uma só vez com um único palpite.
Uma lipoaspiração, um regime de ervas indianas ou uma plástica no nariz combinados com o carro do ano e um apartamento no centro da cidade e algumas roupas caras não vão mudar QUEM somos ou de onde viemos. As futilidades com as quais nos apegamos podem ditar O QUE nós somos ou COMO devemos nos comportar, mas tudo isso sem respeitar nosso livre arbítrio, nossas verdadeiras missões, nossa própria evolução como seres humanos encarnados nesse planeta.
Se eu estou disposta a combinar o xadrez exuberante de uma calça com o listrado promissor de uma blusa de lã, eu sou chamada de maluca, da mesma forma que eu sou chamada de doida se gosto de usar os cabelos mais curtos do que a maioria das mulheres da minha idade. Enquanto que uma pessoa que gasta um terço do salário um par de sapatos ou numa bolsa, se encaixa perfeitamente no padrão de normalidade, assim como um casal que vende uma casa para pagar um consorcio de um carro zero...
Qual o critério de sanidade que estamos usando nos dias de hoje minha gente?
Porque as pessoas tem tanta necessidade de respostas profundas, densas e imutáveis? Porque essa falta de tempo para se fazer o que se gosta tem se tornado um tipo de 'estilo-de-vida'? Porque as pessoas não conversam mais, não se encontram para um café desanuviado sem term de ficar penduradas em telefones celulares, torpedos, bipes e ligações sem sentido que as tornam aéreas e abrasivas? Porque essa maluquisse de trabalhar, trabalhar, trabalhar para juntar dinheiro, juntar horas, juntar prazos, juntar coisas que nunca serão aproveitados? Porque essa mania besta de estarmos sempre cansados?
Porque essa necessidade doentia de uma estabilidade eterna de um sentimento invariável, de relacionamentos agregadores isentos de decepção, ilusões ou solidão.
A solidão não é mais como era antigamente. Os relacionamentos não precisam ser friamente programados para evoluírem num mesmo período gradual de tempo com um mesmo itinerário a ser seguido. As pessoas não precisam mais dominar umas às outras, o ser humano não precisa mais pertencer a ninguém, ele tem a possibilidade de estar com alguém e o que é mais maravilhoso nisso tudo: por livre e espontânea vontade. O sentimento pode ser maior que a nomenclatura e assim, as possibilidades são infinitas e ilimitadas. Você chamar alguém de amigo, marido, namorado ou irmão não interfere no modo como você se sente em relação a essa pessoa.
Da mesma forma, a banalização dos laços afetivos não deve ser cultuada, não deve ser vendida como um chavão comum entre as pessoas ‘normais’, o amor não deve ser destrutivo ou destrutível. As pessoas não deveriam mentir umas às outras, não deveriam fingir orgasmos, paixões, compreensão ou cumplicidade se não for real. Não se pode cobrir com lama aquilo que algum dia teve um brilho que parecia ser eterno, mesmo esse brilho tendo sido ofuscado, há tantas maneiras de se corrigir isso.
O ser humano é livre para partir ou ficar, e é isso a única coisa que o liga a outro ser humano.
O que estou querendo dizer, é que o mundo precisa ser mais original. O mundo precisa se desfazer dessa alusão de fabricados em série que temos hoje, e assim de uma forma mais simples, as coisas serão mais fáceis, e as pessoas mais felizes.
É preciso abandonar esse manual do 'como ter' e adquirir um manual de 'como ser'.
A educação, o prazer de viver e o sentir-se bem interiormente, mesmo estando uns quilos acima do peso não devem ser tidos como atrocidades, mas talvez como a revolução competente que acontece dentro da gente quando acordamos e estamos assim: vivos.
Às vezes fico pensando se essas pessoas, seja quem for esse coletivo anônimo e inigualável, conhecem o verdadeiro sentido dessas reais palavras.
Não sei, há alguns anos eu não tenho tido mais sangue ou mesmo determinação para ser mais uma difusora de idéias incompráveis, uma inimiga do 'sistema' que se diz qualificada para apresentar às pessoas as 'verdades' que o mundo esconde.
Não tenho qualquer vocação para tornar-me uma vegetariana convicta ou aquela coisa vegan (com todo o respeito aos adeptos desse 'estilo') simplesmente porque sou bacana e quero um mundo mais justo e bonito que respeita todos os seres existentes a começar pelos animais e a natureza.
Também não estou disposta a comprar a briga do Greenpeace e ir pichar plataformas petroliferas ou fazer denuncias em monumentos internacionalmente viáveis para que não matem as baleias ou não destruam a Amazônia. Desculpe, mas eu não vou.
Não vou vestir uma camiseta com uma foto ou um slogan contra o câncer, a AIDS, pedindo justiça por alguma criança que foi assassinada cruelmente ou então alguma campanha global a favor da paz.
Não vou ficar a luz de velas no dia tal, ou simplesmente andar de bicicleta ao invés de carro ou ônibus em determinada data em prol de um mundo mais sustentável. Sinceramente, não vou.
Cansei de revoluções falhas, cansei-me de ideologias banais.
Não desconsidero o esforço de nenhuma pessoa engajada em todas as falcatruas acima descrita, absolutamente: admiro com louvor, agradeço e peço para que sempre haja alguém com essa gana de estar engajado. Eu não estou, definitivamente não estou.
Acredito que, para quem quer uma revolução, dois passos iniciais são mente e consciência, a começar pelas suas escolhas e por aquilo que você denomina você mesmo, não só aos olhos do mundo mas aos seus próprios olhos.
Já passou da hora das pessoas aprenderem que existe uma diferença muito tênue entre contos de fada e mundo real, mas de toda forma existe.
Não estou pregando a desesperança ou o niilismo, pelo amor de deus! Perdoe a falta de tato, mas estou apenas propondo um realismo que não tem nenhuma ligação com um tapa na cara de verdade.
O que quero dizer é que... Deus! Já passamos da era onde assistíamos Laranja Mecânica e tudo aquilo tornava-se uma divagação profunda e intelectual sobre a vida que levamos atualmente.
Não desmereço nada disso sobre o que discurso, apenas peço um pouco de subvenção se não é pedir muito!
Livrem-se dos excessos, abstenham-se das necessidades sociais dos padrões que a vida impõe e tudo será tão menos complicado.
As pessoas pecam, o mundo peca unicamente por não levar as coisas na esportiva, de uma forma mais simples e compacta.
Também não estou pregando o desapego material e nem uma fraternidade religiosa onde todos devemos andar descalços, abraçar as arvores e nos alimentarmos de luz do sol. Estou propondo uma simplificação de problemas e a não-utilização das palavras 'doido', 'maluco' e derivados no sentido pejorativo sem prévio conhecimento dessas morfologias.
Quando é que vamos realmente acordar e perceber que não são necessários livros de auto-ajuda ou terapias? Quando vamos parar de criar níveis mais altos daqueles que podemos alcançar no nosso universo real? Quando vamos entender que o sofrimento é totalmente opcional no limiar da nossa existencia?
As pessoas sentem necessidade de estarem incluídas em algo, incluídas em grupos que não necessariamente estão dispostos a acolhê-las, mas ainda assim elas insistem.
É hora de conceber e maturizar a idéia de que não vamos conseguir ser mais magros, mais bonitos, mais ricos ou mais bem sucedidos do que podemos ser hoje, principalmente dentro de nós, assim como não somos capazes de conquistar tudo aquilo que almejamos de uma só vez com um único palpite.
Uma lipoaspiração, um regime de ervas indianas ou uma plástica no nariz combinados com o carro do ano e um apartamento no centro da cidade e algumas roupas caras não vão mudar QUEM somos ou de onde viemos. As futilidades com as quais nos apegamos podem ditar O QUE nós somos ou COMO devemos nos comportar, mas tudo isso sem respeitar nosso livre arbítrio, nossas verdadeiras missões, nossa própria evolução como seres humanos encarnados nesse planeta.
Se eu estou disposta a combinar o xadrez exuberante de uma calça com o listrado promissor de uma blusa de lã, eu sou chamada de maluca, da mesma forma que eu sou chamada de doida se gosto de usar os cabelos mais curtos do que a maioria das mulheres da minha idade. Enquanto que uma pessoa que gasta um terço do salário um par de sapatos ou numa bolsa, se encaixa perfeitamente no padrão de normalidade, assim como um casal que vende uma casa para pagar um consorcio de um carro zero...
Qual o critério de sanidade que estamos usando nos dias de hoje minha gente?
Porque as pessoas tem tanta necessidade de respostas profundas, densas e imutáveis? Porque essa falta de tempo para se fazer o que se gosta tem se tornado um tipo de 'estilo-de-vida'? Porque as pessoas não conversam mais, não se encontram para um café desanuviado sem term de ficar penduradas em telefones celulares, torpedos, bipes e ligações sem sentido que as tornam aéreas e abrasivas? Porque essa maluquisse de trabalhar, trabalhar, trabalhar para juntar dinheiro, juntar horas, juntar prazos, juntar coisas que nunca serão aproveitados? Porque essa mania besta de estarmos sempre cansados?
Porque essa necessidade doentia de uma estabilidade eterna de um sentimento invariável, de relacionamentos agregadores isentos de decepção, ilusões ou solidão.
A solidão não é mais como era antigamente. Os relacionamentos não precisam ser friamente programados para evoluírem num mesmo período gradual de tempo com um mesmo itinerário a ser seguido. As pessoas não precisam mais dominar umas às outras, o ser humano não precisa mais pertencer a ninguém, ele tem a possibilidade de estar com alguém e o que é mais maravilhoso nisso tudo: por livre e espontânea vontade. O sentimento pode ser maior que a nomenclatura e assim, as possibilidades são infinitas e ilimitadas. Você chamar alguém de amigo, marido, namorado ou irmão não interfere no modo como você se sente em relação a essa pessoa.
Da mesma forma, a banalização dos laços afetivos não deve ser cultuada, não deve ser vendida como um chavão comum entre as pessoas ‘normais’, o amor não deve ser destrutivo ou destrutível. As pessoas não deveriam mentir umas às outras, não deveriam fingir orgasmos, paixões, compreensão ou cumplicidade se não for real. Não se pode cobrir com lama aquilo que algum dia teve um brilho que parecia ser eterno, mesmo esse brilho tendo sido ofuscado, há tantas maneiras de se corrigir isso.
O ser humano é livre para partir ou ficar, e é isso a única coisa que o liga a outro ser humano.
O que estou querendo dizer, é que o mundo precisa ser mais original. O mundo precisa se desfazer dessa alusão de fabricados em série que temos hoje, e assim de uma forma mais simples, as coisas serão mais fáceis, e as pessoas mais felizes.
É preciso abandonar esse manual do 'como ter' e adquirir um manual de 'como ser'.
A educação, o prazer de viver e o sentir-se bem interiormente, mesmo estando uns quilos acima do peso não devem ser tidos como atrocidades, mas talvez como a revolução competente que acontece dentro da gente quando acordamos e estamos assim: vivos.
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