Resenhando um estado
Se o amor fosse assim tão volúvel ou mesmo recíproco, não seria uma norma lingüística verbalizá-lo.
O amor não seria um sentimento e sim, uma sensação ou até mesmo um estado. Se físico ou psíquico, não importa, o que realmente nos interessa é como o termo deve ser aplicado: ‘em estado de amar’.
Todo estado é mutável, é apenas uma maneira de apresentar uma imagem ou coisa que o valha, nem sempre é sincero e quase nunca é verdadeiro. Todo estado é mutável pois está subordinado à exposição que sofre, ou seja, é frágil e influenciável, é destrutível e suscetível ao meio.
O amor não tem estado.
O amor não nasce e nem morre, ele simplesmente existe.
Tudo o que existe é mutável, mas não no caso do amor. O amor não muda, ele se transforma.
Mudar é deixar de ser algo para tornar-se outra coisa, é abandonar a formação original e abraçar uma nova composição.
Transformar é continuar sendo na essência e apenas adaptar-se às circunstâncias.
A diferença pode ser tênue, mas existe e é plausível.
O que não é plausível é o amor trocar de nome ou lugar, ele apenas encontra um novo referencial, simples assim.
Quando houve amor num relacionamento, por exemplo, não há espaço para hipocrisia ou mesmo amizade. Amizade soaria como hipocrisia.
Não acredito que haja tempo ou mesmo condições reais que possibilitem a indiferença ou superação, as duas somente existem quando nunca houve amor.
O amor não é mútuo.
É individual e egoísta. Vê-se claramente sua auto-suficiência na mãe que ama o filho porque ele lhe pertence.
O amor não é uma unidade métrica que pode ser convertida como acontece uma equação num sistema universal.
A maior infâmia do amor é a paixão.
A paixão é equívoca em sua inconstância e também imprevisível e irrefreável.
A paixão difama o amor, não somente profana.
A paixão pode estar em toda parte, seja entre verdadeiros amantes, seja entra dois amigos.
Quem verdadeiramente ama alguém, não ama a pessoa em questão, ama muito além, ama o amor que sente e amar o amor é, dentre todas as vertentes, a sobrevivência do amor de quem ama tanto assim.
Eu amei uma única vez, e já faz muito tempo. Tanto tempo que já me perguntei se o bolor que envolve esse meu amor não foi capaz de corroer em algum ponto a sua composição.
Não: ele continua intacto.
Amo desde então sem idealismo ou ilusão, não há meio para criações do imaginário.
Estive ‘em estado de amar’ muitas vezes depois desse amor tão presente e tão distante, e o estado desapareceu com a mesma agilidade com que surgiu. É impossível alimentar um estado.
Aquele amor continua aqui, sereno, existindo. Ele não precisa lutar ou sofrer, mudar, crescer ou morrer. Ele é lindo, e se alimenta do amor que tenho por ele, que faz com que eu tenha amor por mim e pela vida, pelas pessoas, pelos sonhos das pessoas que na maioria das vezes são meus próprios sonhos, e eu não nego.
E nesse instante eu não sou mais egoísta ou individual, eu sou só amor. E o amor chama a compaixão pelos não-amados. E o amor contradiz a ele mesmo em sua essência egocêntrica. E torna-se a maior coisa do mundo e ao mesmo tempo, a menos visível.
Para mim, as pessoas ao nosso redor emitem ondas do que são e do que desejam.
Há anos as minhas ondas vêem condensando esse amor tão infinito, e invadem minhas atitudes sem que eu perceba. Dobram meu orgulho. Não reclamo e nem retraio.
Eu escolhi amar assim e então condenar-me em saber disso e aceitar isso sem esperanças ou receios.
Escolhi uma realidade amor presente, seja esse amor altruísta ou não, sua inconstância é o que o mantêm vivo.
O que dilacera é a falta de sensibilidade com que muitos julgam o sentimento e o excesso de exaltação que aplicam no estado.
O amor não seria um sentimento e sim, uma sensação ou até mesmo um estado. Se físico ou psíquico, não importa, o que realmente nos interessa é como o termo deve ser aplicado: ‘em estado de amar’.
Todo estado é mutável, é apenas uma maneira de apresentar uma imagem ou coisa que o valha, nem sempre é sincero e quase nunca é verdadeiro. Todo estado é mutável pois está subordinado à exposição que sofre, ou seja, é frágil e influenciável, é destrutível e suscetível ao meio.
O amor não tem estado.
O amor não nasce e nem morre, ele simplesmente existe.
Tudo o que existe é mutável, mas não no caso do amor. O amor não muda, ele se transforma.
Mudar é deixar de ser algo para tornar-se outra coisa, é abandonar a formação original e abraçar uma nova composição.
Transformar é continuar sendo na essência e apenas adaptar-se às circunstâncias.
A diferença pode ser tênue, mas existe e é plausível.
O que não é plausível é o amor trocar de nome ou lugar, ele apenas encontra um novo referencial, simples assim.
Quando houve amor num relacionamento, por exemplo, não há espaço para hipocrisia ou mesmo amizade. Amizade soaria como hipocrisia.
Não acredito que haja tempo ou mesmo condições reais que possibilitem a indiferença ou superação, as duas somente existem quando nunca houve amor.
O amor não é mútuo.
É individual e egoísta. Vê-se claramente sua auto-suficiência na mãe que ama o filho porque ele lhe pertence.
O amor não é uma unidade métrica que pode ser convertida como acontece uma equação num sistema universal.
A maior infâmia do amor é a paixão.
A paixão é equívoca em sua inconstância e também imprevisível e irrefreável.
A paixão difama o amor, não somente profana.
A paixão pode estar em toda parte, seja entre verdadeiros amantes, seja entra dois amigos.
Quem verdadeiramente ama alguém, não ama a pessoa em questão, ama muito além, ama o amor que sente e amar o amor é, dentre todas as vertentes, a sobrevivência do amor de quem ama tanto assim.
Eu amei uma única vez, e já faz muito tempo. Tanto tempo que já me perguntei se o bolor que envolve esse meu amor não foi capaz de corroer em algum ponto a sua composição.
Não: ele continua intacto.
Amo desde então sem idealismo ou ilusão, não há meio para criações do imaginário.
Estive ‘em estado de amar’ muitas vezes depois desse amor tão presente e tão distante, e o estado desapareceu com a mesma agilidade com que surgiu. É impossível alimentar um estado.
Aquele amor continua aqui, sereno, existindo. Ele não precisa lutar ou sofrer, mudar, crescer ou morrer. Ele é lindo, e se alimenta do amor que tenho por ele, que faz com que eu tenha amor por mim e pela vida, pelas pessoas, pelos sonhos das pessoas que na maioria das vezes são meus próprios sonhos, e eu não nego.
E nesse instante eu não sou mais egoísta ou individual, eu sou só amor. E o amor chama a compaixão pelos não-amados. E o amor contradiz a ele mesmo em sua essência egocêntrica. E torna-se a maior coisa do mundo e ao mesmo tempo, a menos visível.
Para mim, as pessoas ao nosso redor emitem ondas do que são e do que desejam.
Há anos as minhas ondas vêem condensando esse amor tão infinito, e invadem minhas atitudes sem que eu perceba. Dobram meu orgulho. Não reclamo e nem retraio.
Eu escolhi amar assim e então condenar-me em saber disso e aceitar isso sem esperanças ou receios.
Escolhi uma realidade amor presente, seja esse amor altruísta ou não, sua inconstância é o que o mantêm vivo.
O que dilacera é a falta de sensibilidade com que muitos julgam o sentimento e o excesso de exaltação que aplicam no estado.
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