Uma questão (pouco) importante
As coisas não costumam seguir um único fluxo. Por isso não acredito em destino, e nem em formulações pressupostas. Se não fosse isso, seria outra coisa, ponto final.
As vezes nos comprometemos, nos incumbimos de presentear o mundo com nosso sucesso, seja lá o que isso significa, custe lá quanto isso deve custar. E, por mais ridículo que tudo isso soe, no nosso inconsciente, é isso o que nos move, é isso que invoca em cada pessoa a angústia, a impotência, a incerteza de não saber do amanhã, não saber do resultado, do produto final, de todas as apostas. E então os riscos parecem maiores, as preocupações parecem gigantes, as responsabilidades parecem não ter mais fim. E todos nós ficamos pequenininhos e insignificantes.
Mas, de repente, num momento qualquer você acorda e percebe quanto tempo perdeu durante sua vida dormindo (não no sentido literal da coisa) mas dormindo em suas expectativas, seus planos e suas funções como ser integrante de um meio único que interfere em todos de maneiras diferentes. Di-fe-ren-tes. E essa diversidade, apesar de assustadora, pode ser maravilhosa.
As possibilidades apesar de angustiantes, podem ser fantásticas e inimagináveis e as escolhas, não necessariamente precisam ser classificadas em certas ou erradas, elas só precisam existir, nada mais.
E então, parece que naquele instante todas as respostas aparecem, todas as duvidas dissolvem-se no raio de certezas que você absorve numa questão de segundos. E não é preciso ler Clarice Lispector ou J. D. Salinger para constatar que a melancolia é um passo para essa aceitação, a melancolia é o patamar mais próximo da felicidade que podemos chegar: quando bem aplicada.
O sucesso não é uma lei ou um plano a ser seguido, ele é relativo, volátil e incoerente. É totalmente dependente do vetor inicial e das coordenadas que escolhermos. A diferença entre sucesso e fracasso é apenas a aplicação do sentido nas palavras. Uma vida, não vale uma única qualificação, um único contexto, uma única certeza.
Talvez a vida seja muito mais simples do que imaginamos, talvez as respostas que buscamos já nos foram dadas e nossa crença numa complexidade extra-humana não nos permite compreender, justificar ou até mesmo racionalizar as coisas (se bem que eu não acredito muito nesse tal de racionalismo).
Talvez tudo o que precisamos é exatamente aquilo que já temos e as conquistas que buscamos tenham o mesmo valor senão menor ao que já nos pertence, cuja importância é essencial.
O necessário basta. O extraordinário, na maioria das vezes, já é demais.
Quando uma peça parece faltar, quando as coisas parecem não seguir o rumo que devem, talvez o problema não seja nosso, ou das ditas coisas. Talvez o problema não exista, talvez seja apenas necessário uma mudança de rota.
Então parece que tudo encontra seu lugar.
As vezes nos comprometemos, nos incumbimos de presentear o mundo com nosso sucesso, seja lá o que isso significa, custe lá quanto isso deve custar. E, por mais ridículo que tudo isso soe, no nosso inconsciente, é isso o que nos move, é isso que invoca em cada pessoa a angústia, a impotência, a incerteza de não saber do amanhã, não saber do resultado, do produto final, de todas as apostas. E então os riscos parecem maiores, as preocupações parecem gigantes, as responsabilidades parecem não ter mais fim. E todos nós ficamos pequenininhos e insignificantes.
Mas, de repente, num momento qualquer você acorda e percebe quanto tempo perdeu durante sua vida dormindo (não no sentido literal da coisa) mas dormindo em suas expectativas, seus planos e suas funções como ser integrante de um meio único que interfere em todos de maneiras diferentes. Di-fe-ren-tes. E essa diversidade, apesar de assustadora, pode ser maravilhosa.
As possibilidades apesar de angustiantes, podem ser fantásticas e inimagináveis e as escolhas, não necessariamente precisam ser classificadas em certas ou erradas, elas só precisam existir, nada mais.
E então, parece que naquele instante todas as respostas aparecem, todas as duvidas dissolvem-se no raio de certezas que você absorve numa questão de segundos. E não é preciso ler Clarice Lispector ou J. D. Salinger para constatar que a melancolia é um passo para essa aceitação, a melancolia é o patamar mais próximo da felicidade que podemos chegar: quando bem aplicada.
O sucesso não é uma lei ou um plano a ser seguido, ele é relativo, volátil e incoerente. É totalmente dependente do vetor inicial e das coordenadas que escolhermos. A diferença entre sucesso e fracasso é apenas a aplicação do sentido nas palavras. Uma vida, não vale uma única qualificação, um único contexto, uma única certeza.
Talvez a vida seja muito mais simples do que imaginamos, talvez as respostas que buscamos já nos foram dadas e nossa crença numa complexidade extra-humana não nos permite compreender, justificar ou até mesmo racionalizar as coisas (se bem que eu não acredito muito nesse tal de racionalismo).
Talvez tudo o que precisamos é exatamente aquilo que já temos e as conquistas que buscamos tenham o mesmo valor senão menor ao que já nos pertence, cuja importância é essencial.
O necessário basta. O extraordinário, na maioria das vezes, já é demais.
Quando uma peça parece faltar, quando as coisas parecem não seguir o rumo que devem, talvez o problema não seja nosso, ou das ditas coisas. Talvez o problema não exista, talvez seja apenas necessário uma mudança de rota.
Então parece que tudo encontra seu lugar.
Aprendi isso hoje, graças a você!
Obrigada.
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