Marilyn, o mito

Aposto que existe quem foi até lá, contemplou cada uma das fotos expostas e conseguiu ir embora sem ter nada em que pensar, a não ser que vira mais uma prova de que Marilyn Monroe realmente é/foi uma mulher maravilhosa.
Um amigo me disse que eu perdera meu tempo e dinheiro fazendo uma 'viagem' (nesse caso o termo é muito digno) até Pinheiros para ver uma "meia dúzia de fotos que dá pra achar tudo no Google facinho".
Besteira.
Oh sim, ontem finalmente consegui ir até a exposição Marilyn, o mito na Galeria Estação.
É incrível. Com a mais sublime sinceridade, incrível.
Não sei. Acredito que, como muita gente por aí, eu já vi centenas, milhares de ensaios fotográficos que Marilyn Monroe participou durante sua carreira.
Meus preferidos, até então, são os feitos por Andre de Dienes. Talvez pelo fato de que, neste caso, o fotografo nutria uma paixão ardente pela atriz e ela alimentava essa paixão mantendo um relacionamento às avessas com de Dienes, ou simplesmente porque a sensibilidade por ele expressada através de sua objetiva me parece mais analítica e subjetiva, fugindo da insaciável modorra envolta nos ensaios fotográficos de outros fotógrafos, também fantásticos por sinal, cujo único intento era transformar aquela que não passava de uma imagem irreal de um corpo ardente, numa espécie de imagem real de um corpo ardente. Só.
Besteira.
Oh sim, ontem finalmente consegui ir até a exposição Marilyn, o mito na Galeria Estação.
É incrível. Com a mais sublime sinceridade, incrível.
Não sei. Acredito que, como muita gente por aí, eu já vi centenas, milhares de ensaios fotográficos que Marilyn Monroe participou durante sua carreira.
Meus preferidos, até então, são os feitos por Andre de Dienes. Talvez pelo fato de que, neste caso, o fotografo nutria uma paixão ardente pela atriz e ela alimentava essa paixão mantendo um relacionamento às avessas com de Dienes, ou simplesmente porque a sensibilidade por ele expressada através de sua objetiva me parece mais analítica e subjetiva, fugindo da insaciável modorra envolta nos ensaios fotográficos de outros fotógrafos, também fantásticos por sinal, cujo único intento era transformar aquela que não passava de uma imagem irreal de um corpo ardente, numa espécie de imagem real de um corpo ardente. Só.

A fotografia é uma arte um bocado imediatista e aí está a sua verdadeira beleza.
Como uma caixa com um espelho no fundo onde você tem liberdade de refletir como quiser e o que quiser e então, quando trancar a caixa e tornar a abri-la, lá estará o reflexo daquilo que você e unicamente você, no caso o fotografo, transformou em linguagem.(Isso se chama 'Máquina Fotográfica', não?! )
É quase como um cinema ambíguo, há uma espécie de liberdade, se é esse o melhor termo, para interpretar ou simplesmente não interpretar como quiser.
Não requer análise porque não possui objetivo, mas sem um objetivo não há fotografia.
Isso tudo, é claro, quando se trata de fotografar a alguém, nunca a algo. Captar um assunto de diversos pontos de vistas é simples quando se pode trabalhar com ângulos e variações de luz.
Captar uma pessoa física, uma pessoa real é diferente.
E é um trabalho ainda mais árduo e ingrato quando se trata de captar uma pessoa real cuja imagem é irreal.
Bert Stern consegue, antes/depois de qualquer coisa, captar Norma Jeane Mortensen e as últimas faíscas de vida que ainda regiam-na.
Entre Marilyn Monroe e as telas, havia uma mulher solitária e problemática que tinha dificuldade em reconhecer seu reflexo enquanto que o mundo todo conhecia seu rosto, suas formas, seu corpo e voz.
Poéticas ou mesmo profanas, as fotografias de Stern são simples e estáveis, naturais ao mesmo tempo que vítimas de um clichê sexual irreversível.
Marilyn morreria dali a semanas quando esse ensaio terminasse. Isso é pungente.
Como uma caixa com um espelho no fundo onde você tem liberdade de refletir como quiser e o que quiser e então, quando trancar a caixa e tornar a abri-la, lá estará o reflexo daquilo que você e unicamente você, no caso o fotografo, transformou em linguagem.(Isso se chama 'Máquina Fotográfica', não?! )
É quase como um cinema ambíguo, há uma espécie de liberdade, se é esse o melhor termo, para interpretar ou simplesmente não interpretar como quiser.
Não requer análise porque não possui objetivo, mas sem um objetivo não há fotografia.
Isso tudo, é claro, quando se trata de fotografar a alguém, nunca a algo. Captar um assunto de diversos pontos de vistas é simples quando se pode trabalhar com ângulos e variações de luz.
Captar uma pessoa física, uma pessoa real é diferente.
E é um trabalho ainda mais árduo e ingrato quando se trata de captar uma pessoa real cuja imagem é irreal.
Bert Stern consegue, antes/depois de qualquer coisa, captar Norma Jeane Mortensen e as últimas faíscas de vida que ainda regiam-na.
Entre Marilyn Monroe e as telas, havia uma mulher solitária e problemática que tinha dificuldade em reconhecer seu reflexo enquanto que o mundo todo conhecia seu rosto, suas formas, seu corpo e voz.
Poéticas ou mesmo profanas, as fotografias de Stern são simples e estáveis, naturais ao mesmo tempo que vítimas de um clichê sexual irreversível.
Marilyn morreria dali a semanas quando esse ensaio terminasse. Isso é pungente.

Não que eu não tenha gostado, sabe como é.
Meu chapéu vai para a escolha da trilha sonora! Imagine-se emocionado com aquelas fotos contrastantes e ao fundo cenas de 'O Mágico de Oz' desenrolam suas falas adoráveis interferidas vez ou outras por um improviso de Jazz.
Criativo.
Dignamente criativo!
Bert Stern descreve que fotografar Marilyn Monroe é como fotografar a própria luz.
Definitivamente, Marilyn Monroe era uma luz intensa que ofuscou e mutilou Norma Jeane Mortensen, escondendo do mundo a crueldade que uma imagem é capaz de exercer.
Bert Stern descreve que fotografar Marilyn Monroe é como fotografar a própria luz.
Definitivamente, Marilyn Monroe era uma luz intensa que ofuscou e mutilou Norma Jeane Mortensen, escondendo do mundo a crueldade que uma imagem é capaz de exercer.
Não me venha com cretinices a respeito.
Chorei rios de lágrimas enquanto estive lá e choraria tudo de novo se repetisse a visita.
Chorei rios de lágrimas enquanto estive lá e choraria tudo de novo se repetisse a visita.
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