Tal qual dizem

Marilyn Monroe morreu por suicídio.
Lê-se em todas as biografias a seu respeito.
Às vezes a palavra suicídio vem precedida por hipotético. Às vezes ela vem procedida por acidental.
Seria Marilyn Monroe uma verdadeira suicida na concepção contextual? E quanto a Norma Jeane Mortensen?
Hermamnn Hesse em O lobo da estepe escreve através do "Tratado do Lobo da Estepe só para loucos":
Lê-se em todas as biografias a seu respeito.
Às vezes a palavra suicídio vem precedida por hipotético. Às vezes ela vem procedida por acidental.
Seria Marilyn Monroe uma verdadeira suicida na concepção contextual? E quanto a Norma Jeane Mortensen?
Hermamnn Hesse em O lobo da estepe escreve através do "Tratado do Lobo da Estepe só para loucos":
"E aqui é necessário esclarecer que não se devem considerar suicidas somente aqueles que se matam. Entre esses há suicidas que só chegaram a ser um mero acaso, e de cuja essência do suicídio não fazem realmente parte.
Entre os homens sem personalidade, sem características definidas, sem destino traçado, entre os homens incapazes e amorfos, há muitos que perecem pelo suicídio, sem por isso pertencerem ao tipo dos suicidas, ao passo que há muitos que devem ser considerados suicidas pela própria natureza de seu ser, os quais, talvez a maioria nunca atentaram efetivamente contra a própria vida.
O "suicida" [...] não precisa necessariamente viver em relações particularmente intensas com a morte; isto se pode fazer sem que se seja um suicida. É próprio do suicida sentir seu eu, certo ou errado, como um germe da Natureza, particularmente perigoso, problemático e daninho, que se encontrava sempre extraordinariamente exposto ao perigo [...] para eles o suicídio é a forma de morte mais verossímil, pelo menos segundo sua própria opinião. A existência dessa opinião quase sempre é perceptível já na primeira mocidade e acompanha esses homens durante toda a sua vida, não representa, talvez, uma particular e débil força vital, mas, ao contrário, encontram-se entre os suicidas naturezas extraordinariamente tenazes, ambiciosas e até ousadas. Mas assim como há naturezas que caem em febre diante da mais ligeira indisposição, assim propendem essas naturezas a que chamamos "suicidas" e que sempre são muito delicadas e sensíveis a menor comoção, a entregar-se intensamente à idéia do suicídio. [...]"
Entre os homens sem personalidade, sem características definidas, sem destino traçado, entre os homens incapazes e amorfos, há muitos que perecem pelo suicídio, sem por isso pertencerem ao tipo dos suicidas, ao passo que há muitos que devem ser considerados suicidas pela própria natureza de seu ser, os quais, talvez a maioria nunca atentaram efetivamente contra a própria vida.
O "suicida" [...] não precisa necessariamente viver em relações particularmente intensas com a morte; isto se pode fazer sem que se seja um suicida. É próprio do suicida sentir seu eu, certo ou errado, como um germe da Natureza, particularmente perigoso, problemático e daninho, que se encontrava sempre extraordinariamente exposto ao perigo [...] para eles o suicídio é a forma de morte mais verossímil, pelo menos segundo sua própria opinião. A existência dessa opinião quase sempre é perceptível já na primeira mocidade e acompanha esses homens durante toda a sua vida, não representa, talvez, uma particular e débil força vital, mas, ao contrário, encontram-se entre os suicidas naturezas extraordinariamente tenazes, ambiciosas e até ousadas. Mas assim como há naturezas que caem em febre diante da mais ligeira indisposição, assim propendem essas naturezas a que chamamos "suicidas" e que sempre são muito delicadas e sensíveis a menor comoção, a entregar-se intensamente à idéia do suicídio. [...]"
Tudo é genérico se for analisado ao pé da letra.
Talvez Norma Jeane seja tal qual é Harry Haller n’O lobo da estepe.
Tal qual somos todos nós.
E a pesquisa continua, não?
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