Divagação Congelada
Uma vez ou outra, você pára e pensa friamente sobre tudo o que fez ou pensou a respeito de alguma coisa ou de alguém.
Um pensamento racional, isento de lembranças saudosas ou sentimentos emotivos.
E então você percebe que pode ser que esteja fazendo tudo errado desde o início.
Pode ser que essa coisa toda não seja o que que você pensa ser e no fundo, ela seja a causadora do turbilhão de confusões e frustraçãoes que você viveu até então.
Aquilo que era um álibi, torna-se na verdade o atestado de invalidez. Você está exposto ao ponto de estar sem rosto, pois até isso já foi arrancado de você, já foi roído e corroído e até a sua exposição é anônima. Você se tornou um merda e a coisa continua coisa, continua ali e você continua acreditando nela sendo que ela o suga, destrói e corrompe em larga escala, escancaradamente deixando o mundo em choque e você, invisivel.
Você já teve a sensação de estar caindo num buraco sem fim, até notar que não estava caindo porra nenhuma... Ou então que a sua salvação foi na verdade o cumplice pitoresco do seu próprio assassinato?
E quando essa hipnose acontece, parece tão facíl esclarecê-la. Parece tão fácil simplesmente ir embora sem ter que pagar pra ver, sem que ter que esperar pelo sofrimento que pode vir ou pode não vir, sem ter que se martirizar pela duvida eterna, sem ter de se punir pelo arrependimento tardio. Tudo isso parece não fazer sentido algum, até que num estalo o telefone toca e os olhos embaçam. O coração volta a pulsar por essa coisa com esse ódio interrompido por uma ligação, ou quem sabe pela campainha, o cachorro do vizinho, sei lá, e ao mesmo tempo, com essa resignação interna, essa obssessão inconsciente que leva à paixão pela coisa que nem é mais coisa, é fato, é passado, lembrança, ou é simplesmente vento.
Quanto ventos passam por sua vida destruindo coisas sem que você se importe?
Será que já não estamos suficientemente grandes para isso?
Você é quem sabe.
Um pensamento racional, isento de lembranças saudosas ou sentimentos emotivos.
E então você percebe que pode ser que esteja fazendo tudo errado desde o início.
Pode ser que essa coisa toda não seja o que que você pensa ser e no fundo, ela seja a causadora do turbilhão de confusões e frustraçãoes que você viveu até então.
Aquilo que era um álibi, torna-se na verdade o atestado de invalidez. Você está exposto ao ponto de estar sem rosto, pois até isso já foi arrancado de você, já foi roído e corroído e até a sua exposição é anônima. Você se tornou um merda e a coisa continua coisa, continua ali e você continua acreditando nela sendo que ela o suga, destrói e corrompe em larga escala, escancaradamente deixando o mundo em choque e você, invisivel.
Você já teve a sensação de estar caindo num buraco sem fim, até notar que não estava caindo porra nenhuma... Ou então que a sua salvação foi na verdade o cumplice pitoresco do seu próprio assassinato?
E quando essa hipnose acontece, parece tão facíl esclarecê-la. Parece tão fácil simplesmente ir embora sem ter que pagar pra ver, sem que ter que esperar pelo sofrimento que pode vir ou pode não vir, sem ter que se martirizar pela duvida eterna, sem ter de se punir pelo arrependimento tardio. Tudo isso parece não fazer sentido algum, até que num estalo o telefone toca e os olhos embaçam. O coração volta a pulsar por essa coisa com esse ódio interrompido por uma ligação, ou quem sabe pela campainha, o cachorro do vizinho, sei lá, e ao mesmo tempo, com essa resignação interna, essa obssessão inconsciente que leva à paixão pela coisa que nem é mais coisa, é fato, é passado, lembrança, ou é simplesmente vento.
Quanto ventos passam por sua vida destruindo coisas sem que você se importe?
Será que já não estamos suficientemente grandes para isso?
Você é quem sabe.
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