Natação
Preciso registrar isso.
Onde eu estava?
Trabalhando como de costume, talvez um pouco mais distraída ao som de 'Let the Sunshine in' da Julie Driscoll quando começou uma chuva torrencial por todos os lados.
[Ok, minhas experiências com chuva não são lá das melhores, na verdade são bastante ruins, no duro, mas eu já me habituei a lutar pela sobrevivência até então.]
De tempo em tempo, observava o chão ao meu redor para ver se não havia qualquer indício de alagamento ou coisa que o valha.
A porta estava com a comporta e tudo, mas realmente estava (está?) chovendo um bocado.
Não encontrei nada suspeito, compenetrei-me no que estava fazendo.
Quando olhei pela segunda vez, não vi nada de diferente, a não ser o fato de que uma superfície bastante espelhada havia aparecido magicamente.
Acredito que pessoas distraídas são comuns, mas o tipo de distração que eu costumo ter certas vezes, é fora de brincadeira.
O que eu fiz?
Não dei trela à superfície espelhada, 'Talvez já estivesse aí e eu não notei antes', pensei comigo.
Até que senti sob meus pés alguma coisa realmente úmida e escorregadia. 'Caralho, caralho, vai molhar tudo'!
Não é preciso grandes divagações para descobrir o que na verdade era toda a superfície espelhada.
Yeah, baby: água.
Nunca pensei que eu pudesse ser tão rápida e ágil em encontrar possíveis vitimas da malévola água que invadiu todo o andar de baixo (troços como fios, bancos de madeira, colchonetes e tudo).
Gente! Achei que ia morrer.
Na verdade eu sempre acho isso. Tenho um jeito meio exagerado de encarar as coisas. Na verdade não é lá um jeito tão sincero assim, simplesmente gosto da propensão dramática contida na expressão: 'Acho que vou morrer!'.
E aí?
Quando finalmente encarei a alagação que ilhava minha cadeira, reparei que a rua estava completamente cheia d'água. As pessoas dos estabelecimentos próximos corriam desesperadas para colocar comportas de madeiras e impedir maiores estragos, já nem estavam mais se importando com a leptospirose e todo o resto das monstruosidades da água da enchente. Andavam para lá e para cá com a água na altura das coxas na esperança de reparar o que estivesse em seu alcance.
Eu, nada podia fazer senão esperar, esperar que a rua esvaziasse, se é esse o termo que melhor se aplica aqui, para poder encontrar um rodo e dar fim à alagação.
Quando termina?
Não termina!
O terror da aventura é que, eu ainda estou aqui!
Essa chuva não passa e tudo o que eu tenho a fazer é equilibrar móveis, cenário, pertences pessoais e todo o resto, nos degraus da escada e dar graças a deus que minha mãe me obrigou a freqüentar as aulas de natação na minha infância.
Na pior das hipóteses, vale cruzar os dedos e treinar o mergulho.
Onde eu estava?
Trabalhando como de costume, talvez um pouco mais distraída ao som de 'Let the Sunshine in' da Julie Driscoll quando começou uma chuva torrencial por todos os lados.
[Ok, minhas experiências com chuva não são lá das melhores, na verdade são bastante ruins, no duro, mas eu já me habituei a lutar pela sobrevivência até então.]
De tempo em tempo, observava o chão ao meu redor para ver se não havia qualquer indício de alagamento ou coisa que o valha.
A porta estava com a comporta e tudo, mas realmente estava (está?) chovendo um bocado.
Não encontrei nada suspeito, compenetrei-me no que estava fazendo.
Quando olhei pela segunda vez, não vi nada de diferente, a não ser o fato de que uma superfície bastante espelhada havia aparecido magicamente.
Acredito que pessoas distraídas são comuns, mas o tipo de distração que eu costumo ter certas vezes, é fora de brincadeira.
O que eu fiz?
Não dei trela à superfície espelhada, 'Talvez já estivesse aí e eu não notei antes', pensei comigo.
Até que senti sob meus pés alguma coisa realmente úmida e escorregadia. 'Caralho, caralho, vai molhar tudo'!
Não é preciso grandes divagações para descobrir o que na verdade era toda a superfície espelhada.
Yeah, baby: água.
Nunca pensei que eu pudesse ser tão rápida e ágil em encontrar possíveis vitimas da malévola água que invadiu todo o andar de baixo (troços como fios, bancos de madeira, colchonetes e tudo).
Gente! Achei que ia morrer.
Na verdade eu sempre acho isso. Tenho um jeito meio exagerado de encarar as coisas. Na verdade não é lá um jeito tão sincero assim, simplesmente gosto da propensão dramática contida na expressão: 'Acho que vou morrer!'.
E aí?
Quando finalmente encarei a alagação que ilhava minha cadeira, reparei que a rua estava completamente cheia d'água. As pessoas dos estabelecimentos próximos corriam desesperadas para colocar comportas de madeiras e impedir maiores estragos, já nem estavam mais se importando com a leptospirose e todo o resto das monstruosidades da água da enchente. Andavam para lá e para cá com a água na altura das coxas na esperança de reparar o que estivesse em seu alcance.
Eu, nada podia fazer senão esperar, esperar que a rua esvaziasse, se é esse o termo que melhor se aplica aqui, para poder encontrar um rodo e dar fim à alagação.
Quando termina?
Não termina!
O terror da aventura é que, eu ainda estou aqui!
Essa chuva não passa e tudo o que eu tenho a fazer é equilibrar móveis, cenário, pertences pessoais e todo o resto, nos degraus da escada e dar graças a deus que minha mãe me obrigou a freqüentar as aulas de natação na minha infância.
Na pior das hipóteses, vale cruzar os dedos e treinar o mergulho.
Comentários
Te aconselho a comprar uma moto, pois em 30 minutos fui de São caetano a minha casinha, enquanto que na rua pontos mega lotados aguardavam os ônibus para população, que infelizmente estavam presos em trânsitos mega caóticos com carros e mais carros quebrados impedindo sua já tão difícil passagem. E eu claro que esplendorosamente linda e seca no meu modelito saco de lixo 100 lts, super eficiente, atravessei a cidade com meu lado negro afloradíssimo dando tchauzinho pra quem ficava pra trás preso nos carros e pontos!
E meu baby é lógico, saltitando na barriga feliz da vida por não ter um carro senão não chegaria em casa antes do início da madrugada!
Dá próxima vez contrata um serviço de kotoqueiro pra chegar em casa ok!
Quanto ao trabalho: diz que é muito pitoca para passar tanto medo e que sua tia com hormõnios pra lá de descontrolados te proibiu de ficar lá sozinha!
bEIJOS MINHA LINDA!
Até duas semanas anteriores era um alien ou coisa que o valha.
Atualmente é um canguru.
Qual é Pícia?!
Vai marcar esse ultrasom ou não vai?